terça-feira, 20 de outubro de 2026

Mais de 236 kg de maconha são apreendidos em carro abandonado em Presidente Venceslau


A Polícia Militar apreendeu 236,24 quilos de maconha em um veículo abandonado numa estrada de terra de Presidente Venceslau, no sábado (17). A ação ocorreu após a corporação receber informação sobre um automóvel deixado na via, nas proximidades do antigo frigorífico de frango, com acesso pela parte de trás da Base da Polícia Rodoviária.

Durante a vistoria, os policiais localizaram 266 tabletes e 23 porções da droga, acondicionadas em saco plástico transparente. O material foi pesado e totalizou pouco mais de 236 quilos. No interior do veículo também foram encontrados objetos pessoais, que seguem juntamente com o automóvel e a droga ao Plantão Policial da cidade.

A autoridade policial foi comunicada e determinou a apreensão de todos os materiais. Até o momento, ninguém foi preso, e as investigações seguem para identificar quem abandonou o carro e a carga ilícita.

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Casal é preso suspeito de tráfico e associação para o tráfico em Presidente Prudente

 




Na madrugada deste domingo (18), uma equipe da Polícia Militar em patrulhamento pela Avenida Salim Farah Maluf, na região do Jardim das Rosas, em Presidente Prudente, avistou um veículo estacionado de forma irregular nas proximidades de um supermercado e de um evento cultural. O automóvel permanecia ligado e ocupado por um casal, enquanto um terceiro homem permanecia do lado de fora, conversando com os ocupantes.

Ao perceber a aproximação da viatura policial, os ocupantes do veículo passaram a trocar objetos entre si, o que chamou a atenção dos agentes. Durante a abordagem, foram encontradas porções de cocaína com o homem que estava do lado de fora, além de outras porções em poder da mulher e mais quantidades escondidas no interior do veículo, totalizando 21 porções da substância. Também foram apreendidos valores em dinheiro e três aparelhos celulares, além do automóvel utilizado no local.

O casal foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Presidente Prudente, onde foram indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Constatou-se que o homem já possuía condenações anteriores pelo mesmo tipo de crime e havia retornado à prática delitiva poucos meses após avançar no regime de cumprimento de pena. A mulher atuou ocultando a droga em suas vestes para dificultar a ação policial, conforme apurado. O terceiro envolvido foi identificado como usuário da substância e responderá por conduta relacionada ao consumo pessoal.

A autoridade policial decretou a prisão preventiva do casal, considerando a gravidade dos fatos, a reincidência e o risco de reiteração delitiva. O caso segue em investigação, e os aparelhos celulares apreendidos serão analisados para aprofundar as apurações sobre a dinâmica e a extensão da atividade criminosa.

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A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país Número acumulado de óbitos em 2026 chega a 318.945

 Agência Brasil


© Ministério da Saúde/Divulgação

A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil. Até o dia 16 de outubro, o número acumulado de óbitos em 2026 chegava a 318.945, segundo o Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) que passa a integrar o novo Hub de Doenças Cardiovasculares, plataforma lançada pela entidade em parceria com a World Heart Federation (WHF). Os dados mostram uma média de 1.194 mortes por dia, ou cerca de 50 óbitos por hora.

O Hub utiliza dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde do Brasil, e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para o cálculo das taxas de mortalidade com dados do SIM, são utilizadas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a SBC, entre os dados disponíveis no novo Hub estão as séries históricas de mortalidade observadas entre 2000 e 2024, assim como projeções para os próximos anos. De acordo com as estimativas, se mantida a tendência registrada nas últimas duas décadas, o Brasil teria um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, passando de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030.

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, ressalta que as projeções representam cenários prováveis caso as tendências observadas nas últimas duas décadas se mantenham.

“Ou seja, a previsão não determina exatamente qual será o patamar em 2030, principalmente se houver mudanças significativas na prevalência de fatores de risco, na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento e na implantação de políticas públicas de prevenção”, diz o médico.

Os dados reforçam a importância de intervenções capazes de alterar essa trajetória, como o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento rápido de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ribeiro destaca que esforços nessas áreas resultaram na queda drástica da taxa de óbitos nos últimos 20 anos. Em 2024, a taxa de mortalidade era de 195 óbitos a cada 100 mil habitantes, uma redução de 36% com relação aos anos 2000, em que a taxa era de 306,4 óbitos por 100 mil. 

A nova plataforma também permite visualizar diferenças entre os estados brasileiros. Nos dados apresentados pelo Hub, o estado de Alagoas registra a maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem o Amapá, com 225,1 óbitos por 100 mil habitantes, e Mato Grosso do Sul, com 220,4.

Plataforma

Apresentado no dia de abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia, o novo Hub reúne dados epidemiológicos sobre as principais doenças cardiovasculares no Brasil em um ambiente único. A plataforma permite consultar números absolutos, taxas, séries históricas oficiais e estimativas comparáveis internacionalmente, além de visualizar indicadores por estado, sexo e faixa etária.

A iniciativa busca facilitar o acesso e a interpretação de informações sobre saúde cardiovascular para pesquisadores, jornalistas, comunicadores, criadores de conteúdo de ciência, profissionais de saúde, gestores públicos e demais interessados. Além de reunir diferentes bases de dados, a ferramenta oferece recursos de visualização, comparação e exportação que permitem explorar os indicadores e produzir conteúdos baseados em evidências.

fonte: Agência Brasil