segunda-feira, 16 de março de 2026

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Em menos de duas semanas, 6 colisões contra postes são registradas na região de Prudente

 



Como prevenção, Energisa reforça as orientações de segurança para quem se envolver ou presenciar um acidente com postes de energia

 

 

O número de colisões contra postes de energia tem chamado a atenção na região de Presidente Prudente. De acordo com a Energisa Sul-Sudeste, foram seis ocorrências em menos de duas semanas. Desde janeiro, já são 43 acidentes, que provocaram a interrupção temporária no fornecimento de energia para mais de 18,4 mil clientes.

 

A ocorrência mais recente foi registrada na manhã desta sexta-feira (13), quando um veículo atingiu um poste na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, no bairro São Sebastião, em Prudente.

 

Segundo o coordenador do Centro de Operação Integrado (COI) da Energisa Sul-Sudeste, Mauricio Arantes, além dos danos à estrutura elétrica, esses acidentes impactam o serviço de distribuição de energia ao provocar interrupções no fornecimento de energia para diversos clientes.

 

“Do nosso Centro de Operação realizamos manobras automáticas para reduzir o impacto e restabelecer o fornecimento da energia o mais rápido possível. No entanto, quando o dano à rede é grande, pode ser necessária a substituição de um ou mais postes e cabos, o que prolonga o tempo de atendimento. A implantação de um novo poste pode levar de três a quatro horas, dependendo das condições do local e solo”, explica.

 

Além dos prejuízos ao sistema elétrico, o maior risco é para os próprios ocupantes do veículo. “Quando um poste ou cabos energizados caem sobre o carro, existe o risco de choque elétrico, que pode causar consequências graves e até fatais”, alerta o coordenador.

 

Orientações de segurança

Diante de situações como essas, a Energisa orienta que motoristas e passageiros permaneçam dentro do veículo, sem tocar em partes metálicas, até a chegada das equipes de socorro.

 

Quem presenciar esse tipo de acidente também deve manter distância do local e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) e a Energisa (0800 70 10 326) para que o atendimento seja feito com segurança.

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Violência no relacionamento: o momento em que a mulher precisa dizer basta

  É preciso dizer com toda clareza possível: violência nunca é normal 

Por Regina Racco


— Foto: Freepik

Nesta semana da mulher, é preciso fazer uma reflexão: é normal quando, mesmo que sutilmente, o homem desmerece sua parceira? A obrigue a fazer o que deseja, na vida, em casa, na cama?

A violência dentro de um relacionamento quase nunca começa de forma escancarada. Raramente aparece como um soco na mesa logo no primeiro dia. Ela costuma chegar devagar, silenciosa, disfarçada de “tem ciúmes é porque te ama”, de “explosão de temperamento”, de “ele estava nervoso”. E, quando a mulher percebe, já está vivendo dentro de um território onde o respeito foi substituído pelo medo.

É exatamente por isso que tantas mulheres acabam normalizando comportamentos que jamais deveriam ser tolerados.

Um comentário humilhante aqui. Um grito ali. Uma tentativa de controlar com quem ela fala, para onde vai, o que veste. Depois vêm as acusações, as chantagens emocionais, os insultos. E, em alguns casos, infelizmente, a violência física.

O problema é que, quando esse ciclo começa a se repetir, algo muito perigoso acontece: a autoestima da mulher começa a ser corroída pouco a pouco. Ela passa a duvidar de si mesma. Começa a pensar que talvez esteja exagerando. Que talvez tenha provocado aquela reação. Que talvez ele não seja tão ruim assim.

Mas é preciso dizer isso com toda clareza possível: violência nunca é normal.

Não importa se ele pede desculpas depois. Não importa se diz que estava estressado. Não importa se promete que nunca mais vai acontecer.

A violência não é um erro isolado. Ela é um padrão de comportamento. E nenhuma mulher deve aceitar viver dentro desse padrão.

Relacionamento saudável é feito de respeito, diálogo, cuidado e proteção mútua. Em um relacionamento saudável, a mulher se sente segura, valorizada e livre para ser quem é. Não existe medo de falar, de discordar ou de expressar sentimentos.

Quando a relação começa a gerar medo, tensão constante ou sensação de estar pisando em ovos, isso já é um alerta importante.

Outro ponto fundamental é entender que violência não é apenas física. Muitas mulheres acreditam que só existe agressão quando há tapas ou empurrões. Mas existem outras formas de violência igualmente destrutivas:

  • Violência psicológica: quando o parceiro humilha, ridiculariza ou diminui a mulher;
  • Violência emocional: quando ele manipula sentimentos, ameaça abandonar ou usa culpa para controlar;
  • Violência moral: com insultos e desvalorização constante;
  • Violência patrimonial: quando controla dinheiro ou impede a mulher de ter independência.

Todas essas formas machucam profundamente e podem destruir a autoconfiança.

E quando a autoestima começa a ser atacada, a mulher pode acabar acreditando que não merece algo melhor. Que talvez aquele seja o único relacionamento possível. Que sair dali seria impossível.

Mas essa é uma das maiores armadilhas da violência.

Toda mulher merece respeito. Toda mulher merece segurança. Toda mulher merece amor verdadeiro. E amor verdadeiro jamais machuca, ameaça ou diminui.

Por isso, fortalecer a autoestima é uma das armas mais importantes para quebrar o ciclo da violência. Quando a mulher volta a reconhecer seu valor, algo muda dentro dela. Ela começa a perceber que não precisa aceitar migalhas emocionais. Que não precisa viver com medo. Que não precisa justificar comportamentos abusivos.

A autoestima funciona como um escudo. Ela lembra diariamente que dignidade não é negociável.

Fortalecer essa autoestima pode começar com atitudes simples, mas poderosas:

  • Reconhecer que a violência existe e não a minimizar;
  • Conversar com pessoas de confiança e não se isolar;
  • Buscar apoio familiar, psicológico ou institucional quando necessário;
  • Informar-se sobre seus direitos;
  • E, principalmente, lembrar que sair de um relacionamento abusivo não é fraqueza, é coragem.

Proteger a própria vida e a própria dignidade é um ato de força.

Infelizmente, muitas histórias mostram que a violência tende a aumentar quando é tolerada. Aquilo que começa com palavras duras pode evoluir para agressões mais graves. É por isso que os sinais precisam ser levados a sério desde o início.

Nenhuma mulher deve esperar que a situação piore para então agir.

Dizer “isso eu não aceito” pode ser o primeiro passo para mudar completamente o rumo da própria vida.

É claro que romper um relacionamento abusivo nem sempre é simples. Existem medos, dependência emocional, dependência financeira e até ameaças. Por isso, buscar apoio é fundamental. Existem redes de proteção, profissionais e instituições preparados para ajudar mulheres nessa situação.

O mais importante é entender que ninguém precisa enfrentar isso sozinha.

A violência só se mantém forte quando é escondida, silenciada ou normalizada. Quando a mulher reconhece seu valor e decide se proteger, ela quebra esse ciclo.

E mais do que isso: ela envia uma mensagem poderosa para si mesma e para o mundo.

A mensagem de que respeito não é favor. É direito.

E nenhum relacionamento vale a perda da própria dignidade, da própria paz ou da própria vida.


fonte:https://extra.globo.com/

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